Larissa Cardoso
O Que Está Por Trás da Procrastinação?

Você já parou para refletir sobre o motivo de procrastinar? Muitas vezes, adiamos tarefas importantes não por preguiça ou falta de vontade, mas porque elas nos colocam em contato com partes de nós mesmos que preferiríamos não encarar.

Evitar o controle financeiro, por exemplo, pode revelar a sensação de não ter cuidado das próprias finanças como gostaria. Deixar de estudar algo novo pode despertar a percepção de tudo aquilo que ainda não sabemos, trazendo sentimentos de inadequação ou medo de não dar conta. Nessas situações, a procrastinação surge como uma forma de proteção.

Procrastinar, muitas vezes, é um escudo emocional. Uma tentativa de evitar desconfortos, frustrações e pensamentos difíceis, como “não sou bom o suficiente”. Ao adiar, ganhamos um alívio momentâneo, mas o peso da tarefa e das emoções associadas costuma permanecer.

O que muda quando, em vez de evitar, escolhemos acolher o que sentimos? Quando reconhecemos as emoções por trás da procrastinação, abrimos espaço para agir com mais consciência e gentileza. Não se trata de se forçar ou se culpar, mas de dar pequenos passos, respeitando os próprios limites.

A procrastinação não é sinal de fraqueza. Ela é um reflexo das nossas emoções e da forma como lidamos com elas. Ao compreender o que está por trás desse comportamento, podemos sair do ciclo da evitação e construir uma relação mais saudável com nossas tarefas — e com nós mesmos.

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